terça-feira, 7 de agosto de 2012

PP - CAPÍTULO 12 - VENTOS

DEFINIÇÃO
Vento é um movimento horizontal de ar provocado por uma diferença de pressão entre dois pontos, ocasionadas por variações de temperatura.

AVIAÇÃO
- VENTOS DE SUPERFÍCIE: pouso e decolagem.
- VENTOS DE ALTITUDE: navegação aérea

12.1 - FORÇAS QUE ATUAM NO VENTO
A) FORÇA DO GRADIENTE DE PRESSÃO
Formada pela diferença de pressão entre dois pontos, em uma mesma superfície.
Vento sopra em função de uma diferença de pressão;
Vento sopra da pressão maior para menor pressão;
Quanto maior a diferença de pressão entre dois pontos , haverá ventos mais fortes;
Quanto mais próximas estiverem as isóbaras, maior a velocidade do vento.

B) FORÇA DE CORIÓLIS
Frenchman Gustave-Gaspard de Coriolis (1792-1843) descobriu em 1835 a Força de Coriolis
Força aparente que provoca desvio, para a esquerda no hemisfério sul e para a direita no hemisfério norte.
Ela é mais forte nos polos e decresce até zero no equador.
Causa: movimento de rotação da terra.

C) FORÇA CENTRÍFUGA

Força que se opõe à força centrípeta, fazendo o ar fluir para fora do centro de curvatura da terra.

D) FORÇA DE ATRITO
Vento que flui próximo à superfície da terra sofre influência direta desta superfície, modificando tanto a direção quanto a velocidade.

12.2 – TIPOS FÍSICOS DE VENTO
A) VENTO BAROSTRÓFICO
Vento que sopra regido somente pela força do gradiente de pressão.

B) VENTO GEOSTRÓFICO
Vento que flui regido pelas forças do gradiente de pressão e Coriólis.
Vento que mais se aproxima do real.

C) VENTOS GRADIENTES
Ventos que fluem equilibrados pelas forças do Gradiente de Pressão, Coriólis, Centrífuga.
Começa a ocorrer a partir do nível do gradiente.

D) VENTO CICLOSTRÓFICO
Ocorre nas latitudes equatoriais e tropicais, onde o efeito de coriólis é desprezível.
Vento resultante do equilíbrio entre as forças do gradiente de pressão e força centrífuga
Furacões, Ciclones Tropicais. 
E) VENTO DE SUPERFÍCIE
Ocorre até 100 m de altura
resultante do equilíbrio entre as forças do gradiente de pressão, coriólis, centrífuga e de atrito.







NÍVEL GRADIENTE
Camada de Fricção ou Planetária: camada entre a superfície e o nível gradiente.

Camada de Limite ou Camada Prandtl: Onde ocorrem os ventos de superfície estendendo-se até 100 m de altura

12.3 - LEIS DE BUYS BALLOT
Se uma pessoa ficar de costa para o vento no hemisfério sul, a área de maior pressão ficará a sua ESQUERDA e a menor pressão á sua DIREITA.

12.4 CIRCULAÇÃO DOS VENTOS
Alta Pressão: vento divergente, anticiclônico, anti-horário, NOSE, bom tempo, vento fraco, afundamento.

Baixa Pressão: vento convergente, ciclônico, horário, NESO, mau tempo, vento forte, elevação

12.5 - DERIVA
Uma aeronave no hemisfério sul voando de um centro de baixa para um centro de alta pressão, terá vento de esquerda e por conseguinte deriva para a direita.

Uma aeronave no hemisfério sul voando de um centro de alta para um centro baixa pressão, terá vento de direita e deriva para a esquerda.

12.6 - DESCRIÇÃO
A) DIREÇÃO:
É aquela de onde o vento está soprando.
Norte verdadeiro
Expresso de 10º em 10º

B) VELOCIDADE ou INTENSIDADE
É a distância percorrida por uma partícula de ar durante a unidade de tempo expressa em Knots (KT).

C) CARÁTER
Fluxo contínuo ou descontínuo do vento

- RAJADA
É o pico máximo de velocidade, informada quando a velocidade máxima exceder em 10KT a velocidade média num período inferior a 20s.

NOTA 1: VENTO CALMO = Quando a velocidade estiver abaixo de 01 KT.
NOTA 2: VENTO VARIANDO = Quando a direção variar 60 º graus ou mais, porém menos de 180º e a velocidade do vento for igual ou maior que 3 KT(nós), as duas direções extremas deverão ser informadas com a letra “V” inserida entre as duas direções.   
. Codifica-se VRB seguido das direções extremas.

12.7 - INSTRUMENTOS
O vento de superfície é usualmente medido nas Torres de Controle e Estações Meteorológicas, por instrumentos denominados Anemômetros.

12.8 -  ISÓBARAS
Linha que une pontos de mesma pressão atmosférica.
Isóbaras muito próximas identificam ventos intensos.
Isóbaras muito distantes entre si identificam vento calmo.


Responda-me
1) Uma observação completa do vento, compõe-se dos seguintes elementos:
a) sentido, velocidade, força        b) direção, força, intensidade
c) sentido, velocidade, direção    d) direção, intensidade, caráter

2) É considerado calmo o vento:
a) sem intensidade        b) sem direção definida
c) com direção variável    d) com intensidade menor do que 5 nós

3) A força de coriólis é uma força aparente desenvolvida pela (o):
a) gravidade terrestre        b) movimento de rotação
c) diferença de pressão    d) movimento de translação

Respostas: 1D; 2A; 3B

12.9 - CIRCULAÇÃO GERAL
As regiões equatoriais recebem mais energia solar que as regiões polares. Este maior aquecimento do equador provoca uma região de baixa pressão, criando um fluxo de ar na superfície dos polos para o equador e em altitude do equador para os polos.

A) ITCZ
Faixa que separa as circulações gerais dos dois hemisférios.
Ocorre de 15ºN a 12ºS, mantendo uma média de 6ºN .
Posiciona-se sempre no verão de cada hemisfério.
Região de mau tempo
Mais intensa e mais definida sobre os Oceanos.
Largura média 500Km


12.9.1 - CIRCULAÇÃO INFERIOR
No paralelo 30º de cada hemisfério, existem centros de altas pressões estacionários denominados “Cinturões de Anticiclones”
As altas pressões desses paralelos fazem que o vento flua na direção das baixas pressões do equador.

- PRIMEIRA FAIXA
Compreende as Latitudes Tropicais e é caracterizada por ventos que fluem na direção da ITCZ
VENTOS ALÍSEOS:  Apresentam ventos predominantes de SE, no hemisfério sul.
DOLDRUMS: São normalmente calmos e muito fracos com predominância de Este.
CINTURÕES SUBTROPICAIS DE ANTI-CICLONES (LATITUDES DE CAVALOS) : Sobre as latitudes de 20º e 40º de ambos os hemisférios, são ventos estáveis nos centros com ventos calmos ou muito fracos.

- SEGUNDA FAIXA
Compreende as latitudes temperadas entre 30º e 60º de cada hemisfério.
Os ventos predominam de Oeste.
 

- TERCEIRA FAIXA
 É caracterizada pelos ventos que fluem dos polos para o equador.
Em ambos os hemisférios sofrem o efeito de Coriólis e desviam para a esquerda no hemisfério sul.
Predominam de Este.


12.9.2 CIRCULAÇÃO SUPERIOR
A distribuição dos ventos nos níveis superiores, geralmente acima de 20.000 FT. Tem origem nas latitudes equatoriais e tropicais no retorno dos ventos da circulação inferior.
Os ventos da circulação superior apresentam  direção predominante de Oeste devido a força de Coriólis

A) CORRENTE DE JATO
É uma estreita corrente de ar de grande velocidade ao redor do globo em formas de ondas.
Características:
Número: Duas em cada hemisfério
Largura: 400 KM
Velocidade: Mínima de 50KT, mais intensa no outono e inverno
Direção: Oeste em ambos os hemisférios.
Ocorrência: Aparece na quebra da tropopausa.
Nebulosidade: Cirrus Uncinus, na base da corrente surge Cirrocumulus indicando turbulência a ela associada.
Turbulência: CAT.

B) Contra-Alíseos:
Constituem o retorno dos Alíseos.
Ocorre entre 5º e 15º de cada hemisfério
Predominam de NW no hemisfério Sul

C) Jatos de Este:
Circulações predominantes de Este
Ocorrem acima de 40.000FT
Velocidades entre 50 e 60 KT

D) Correntes de Berson:
Circunda o globo ao longo do equador
Ocorre acima de 60.000FT
Fluem de Oeste para Este
Velocidades às vezes acima de 100 KT

E) Ventos Krakatoa:
Fluem de Este para Oeste, acima da tropopausa e acima da corrente de Berson
Velocidades às vezes ultrapassam a 100 KT

F) Vórtice Polares:
Fluxo de ventos superiores a partir dos trópicos para os polos, sob a forma de vórtice muito velozes.
Acompanham a rotação da terra, de Oeste para Este.
Velocidades ultrapassam às vezes a 200KT

12.10 - CIRCULAÇÃO SECUNDÁRIA
São perturbações regionais, que ocorrem por efeitos orográficos ou geográficos.

A) BRISAS
São circulações locais que ocorrem sobre regiões litorâneas, em consequência da diferença de aquecimento entre a terra e a água.

- Marítima: (do mar para o continente)
Ocorre durante o dia
Mais intensa na primavera e verão à tarde.
Terra mais aquecida apresenta menor pressão...

- Brisa Terrestre: (da terra para o mar)
Durante a noite
Mais intensa no outono e inverno.

B) VENTOS DE VALE E MONTANHA
- Vale: (Sobe durante o dia) o aquecimento diurno, provocado pela radiação solar no fundo dos vales e suas encostas provoca aquecimento do ar por contato.

- Montanha: (desce durante a noite), resfriamento noturno, radiação terrestre das montanhas e suas encostas provoca o resfriamento por contato.

C) VENTOS ANABÁTICOS E CATABÁTICOS
- Anabáticos: (sobe durante o dia) quando uma encosta alongada é aquecida durante o dia pela radiação solar, o ar em contato com ela se aquece e tende a se elevar ao longo da encosta.

- Catabáticos: (desce durante a noite) Quando a encosta resfria por radiação terrestre, o ar em contato com ela se resfria e tende a descer ao desta encosta.

D) MONÇÕES
São circulações termais que ocorrem em determinadas regiões do globo provocada pela diferença de temperatura entre o mar e o continente.
Verão: (do mar para a terra) nesta estação do ano a temperatura do continente é alta em relação à temperatura da água, criando uma área de baixa pressão no continente.
Inverno: (da terra para o mar) Nesta estação a temperatura do continente é baixa em relação à temperatura da água do oceano.

E) EFEITO de FOHEN: 
Ventos que sopram perpendicularmente a uma montanha são forçados a subir mecanicamente ao longo da encosta (barlavento). Descem do outro lado (sotavento) e vão se aquecendo se aquecendo constituindo em ventos quentes e secos.


Responda-me
1) Os ventos pertencentes à circulação gerais inferior, predominam até:
a)10.000FT        b)15.000FT        c)20.000FT    d)30.000FT

2) A circulação que ocorre a noite devido ao resfriamento do ar tornando-o mais denso, que desce ao longo das encostas por efeito de gravidade, denomina-se:
a)Fohen        b)de vale   
c)anabático        d)catabático

3) Ventos quentes e secos que descem a sotavento de grandes elevações, após terem subido a barlavento, são considerados ventos:
a)anabáticos        b)de vale
c)geostrófico        d)Fohen

Respostas: 1C; 2D; 3D



EXERCÍCIOS METEOROLOGIA PP - Capítulo 12 - VENTOS



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PP - CAPÍTULO 11 - NEVOEIRO

DEFINIÇÃO

Fenômeno resultante da condensação ou sublimação do vapor de água junto ao solo, representando grande perigo nas operações de pouso e decolagens.

11.1 - CONDIÇÕES

Umidade relativa entre 97 e 100%.
Visibilidade horizontal inferior a 1.000 M
Vento fracos
Temperatura baixa

11.2 - TIPOS

- MASSAS DE AR
Formam dentro de uma massa de ar

- FRONTAIS
Ocorrem associados aos sistemas frontais


11.2.1 NEVOEIRO DE MASSA DE AR

A) Nevoeiro de Radiação: forma-se em consequência da radiação terrestre, céu claro e umidade elevada. Ocorre principalmente na Primavera e Inverno.

11.3 NEVOEIRO DE ADVECÇÃO:

resultado do movimento horizontal do ar sobre as superfícies de terra ou água. Pode ser:

A - NEVOEIRO DE VAPOR:
Ocorre quando o ar frio da superfície da terra, desloca-se sobre uma superfície líquida mais quente. É comum sobre rios, lagos, pântanos e em especial no outono e inverno.

B - NEVOEIRO MARÍTIMO:
Forma-se sobre o mar quando o ar quente e úmido do continente ou outra superfície líquida desloca-se sobre água muito fria. Ocorre principalmente na primavera e verão.

C - NEVOEIRO DE BRISA:Forma-se quando o ar quente e úmido dos oceanos desloca-se sobre as regiões costeiras mais frias. O ar quente e úmido perderá calor e se condensará. Ocorre normalmente no inverno.

D - NEVOEIRO OROGRÁFICO:O ar deslocando-se ao longo de uma encosta, vai resfriando-se à medida que vai subindo até atingir a condensação.

E- NEVOEIRO GLACIAL:
Forma-se nas regiões polares onde as temperaturas encontram-se abaixo de -30ºC. Devido às baixas temperaturas, há a sublimação do vapor de água, que produz micro cristais de gelo no ar.

11.4 NEVOEIROS FRONTAIS:São os nevoeiros que ocorrem associados aos sistemas frontais. Surgem pela condensação da umidade evaporada durante a precipitação na massa de ar fria.
- FRENTE FRIA: Nevoeiro Pós-frontal

- FRENTE QUENTE: Nevoeiro Pré-frontal

11.5 – INFORMAÇÕES METEOROLÓGICAS


- NEVOEIRO DE SUPERFÍCIE (FG)
Também conhecido como nevoeiro de céu visível, restringe apenas a visibilidade horizontal.

Não causa restrição à visibilidade vertical
METAR SBCG 231100Z 18002KT 0400 FG SCT005 BKN080 10/10 Q1023=

 - NEVOEIRO DE  CEU OBSCURECIDO (FG VV)
Restringe a visibilidade horizontal quanto a visibilidade vertical
Não consigo definir tipo de nuvens
Codifica-se VV (visibilidade vertical)
METAR SBGR 211000Z 17002KT 0300 R09/0200 R27/0400 FG VV001 11/11 Q1020

- BANCO 
DE NEVOEIRO (BCFG)
Nevoeiro localizado em pontos isolados, distantes do local de observação.
Codifica-se BCFG
Visibilidade horizontal igual ou superior a 1.000M

METAR SBCR 011100Z 13004KT 1100 BCFG NSC 13/12 Q1022

 - NEVOEIRO PARCIAL (PRFG)
NEVOEIRO COBRINDO PARTE DO AERÓDROMO;
A VISIBILIDADE APARENTE NO BANCO DE NEVOEIRO DEVERÁ SER MENOR QUE 1000 METROS,
2 (DOIS) METROS ACIMA DO NÍVEL DO SOLO.

METAR SBPP 311000Z 01004KT 1300 PRFG OVC008 11/11 Q1020

 - NEVOEIRO BAIXO (MIFG)
Estende-se verticalmente até uma altura máxima de 2 metros.
Codifica-se MIFG

SPECI SBDN 091215Z 30002KT 0800 MIFG BKN010 OVC100 12/12 Q1018




 

RESPONDA-ME
1) Das alternativas relacionadas abaixo, indique a que “não” tem relação com os nevoeiros
a) estabilidade do ar               
b) visibilidade irrestrita
c) umidade relativa muito elevada       
d) inversão de temperatura, próxima a superfície

2) O tipo de nevoeiro normalmente associado aos deslocamentos de massa de ar, denomina-se nevoeiro:
a)de radiação                b)convectivo          c)frontais                d)de brisa

3) Dentre as alternativas abaixo, quais os valores de visibilidade e umidade relativa que caracterizam o fenômeno nevoeiro:
a)800 m e 70 a 100%                b)1.000 m e 90 a 100%
c)1.200 m e 80 a 100%             d)900 m e 97 a 100%


Respostas: 1B; 2C; 3D



EXERCÍCIOS METEOROLOGIA PP - Capítulo 11 - NEVOEIROS

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PP - CAPÍTULO 10 - NUVENS


10 - INTRODUÇÃO

AR SATURADO OU PRÓXIMO
QUANTIDADE DE NÚCLEOS DE CONDENSAÇÃO
TEMPERATURA BAIXA

10.1 - CLASSIFICAÇÃO

A classificação é baseada na aparência e altitude das nuvens. Originalmente a classificação das nuvens assentava em quatro categorias: 

Stratus → Plano em camada, liso
Cumulus →Monte, amontoado, inchado.
Cirrus →Tufo de pelos, Plumas, fino.
Nimbus → Chuva Forte, Chuvoso.

A) ASPECTO FÍSICO
- ESTRATIFORMES:     
DESENVOLVIMENTO HORIZONTAL COM PRECIPITAÇÃO LEVE E CONTÍNUO

- CUMULIFORMES:  
DESENVOLVIMENTO VERTICAL. PRECIPITAÇÃO FORTE E EM PANCADAS

PROCESSO DE FORMAÇÃO
- Convecção: São chamadas de nuvens Convectivas, SEMPRE com aspecto Cumuliforme.
- Orográfico: A Nuvem pode se formar em regiões montanhosas sempre a BARLAVENTO (sempre a frente das montanhas);
- Advecção: É quando o fluxo de ar quente e úmido sobre uma superfície fria , pode formar nuvens advectivas de aspecto ESTRATIFORME


A) ASPECTO FÍSICO
Nuvens do estagio Alto NÃO produzem sombra e precipitação
Nuvens com terminação CUMULUS indicam instabilidade
Nuvens com terminação STRATUS indicam estabilidade

B) ESTRUTURA FÍSICA
  • LÍQUIDAS: GOTÍCULAS DE ÁGUA
Nuvens baixas
  • SÓLIDAS: CRISTAIS DE GELO.
Nuvens altas
  • MISTAS:  GOTÍCULAS DE ÁGUA E CRISTAIS DE GELO
Nuvens Médias / Desenvolvimento vertical


10.2 ESTÁGIOS DE FORMAÇÃO

Baixas:
        De 30M a 2.000M

Médias:
        De 2.000 a 4.000M Lat. Polares
        De 2.000 a 7.000M Lat. Temperadas   
        De 2.000 a 8.000M Lat. Tropicais

Altas:  ACIMA DAS NUVENS MÉDIAS

10.3 GÊNEROS

1) NACARADAS
Surgem nas altas latitudes (Próximo aos polos), semelhantes aos Cirrus, entre 20 e 30 quilômetros altura, onde os processos convectivos extremamente violentos elevam o vapor de água.

2) NUVENS NOCTILUCENTES
Surgem nas latitudes temperadas entre 80 e 90 quilômetros de altura.
Ainda há dúvidas sobre a sua constituição física.

3) TRILHA DE CONDENSAÇÃO
- Rastro de nuvens, formadas na esteira de um avião, quando a atmosfera ao nível de voo, está fria e úmida.
- São provocadas pela sublimação do vapor de água por efeito da exaustão dos motores.

- NUVENS DO ESTÁGIO ALTO
CIRRUS (CI)
Nuvens com aspecto delicado, sedoso, sem sombra própria.
Sem precipitação;
A espécie Cirrus Uncinus indica, geralmente, o núcleo da corrente de jato.
Uncinus: Rabo de Galo ou NIKE



















CIRROCUMULUS (CC)
Nuvens brancas sem sombra própria;
Compostas de elementos muitos pequenos em forma de grãos, rugas.
Indicam a base da corrente de jato e turbulência em níveis altos.





CIRROSTRATUS
(CS)
Ar estável – sem turbulência;
Sem sombra própria
Véu transparente e esbranquiçado, de aspecto fibroso.
Característica: círculo ao redor do sol ou da lua, denominado “HALO”.
HALO
O Halo se forma devido a refração da luz solar através do cristais de gelo que compõe o Cirrostratus.






- NUVENS DO ESTÁGIO MÉDIO
ALTOSTRATUS (AS)
Ar estável – sem turbulência;
Camada de nuvens cinzento-azulada, de aspecto uniforme, cobrindo quase sempre, inteiramente o céu;
Pode ocorrer precipitação na forma de chuva de caráter contínuo.





ALTOCUMULUS (AC)
Ar instável;
 Sombra Própria;
Nuvens brancas ou acinzentadas;
Constituem o chamado céu encarneirado.
Pode produzir precipitação em forma de virga (chuva que não alcança o solo);
Os altocumulus identificam Turbulência nos níveis médios. 





NIMBOSTRATUS
(NS)
Ar estável
Nuvens de aspecto amorfo, base difusa, muito espessa e escura.
Precipitação é intermitente e mais ou menos intensa.





- NUVENS DO ESTÁGIO BAIXO
STRATUS (ST)
Restrição de teto.
Ar estável.
Camada de nuvem comumente cinza com base bastante uniforme, a qual pode apresentar precipitação na forma de CHUVISCO.
Quando o sol é visível através da nuvem seu contorno é claramente distinguido. 





STRATOCUMULUS
(SC)
Banco, lençol ou camada de nuvem acinzentada ou esbranquiçada que têm partes escuras compostas de massas ou rolos.
A precipitação é fraca, e o voo dentro dessa nuvem é acompanhado de TURBULÊNCIA LEVE.
Caracteriza o equilíbrio condicional (turbulência dentro apenas).





- NUVENS DE DESENVOLVIMENTO VERTICAL
CUMULUS (CU)
Nuvens isoladas, geralmente densas e de contornos definidos,
Apresenta desenvolvimento vertical, com bases horizontais.
Assemelha-se a couve-flor, sendo maior frequência sobre a terra durante o dia e sobre a água a noite.
Quando desenvolvidos são chamados de TCU (Grande Cumulus).
Precipitação  na forma de pancadas de chuva.









CUMULONIMBUS (CB)
Nuvem densa e possante de considerável dimensão vertical.
Sua região superior pode desenvolver-se em forma de bigorna.
Nuvem de trovoada, relâmpago.
É constituída por gotículas de água, cristais de gelo, gotas superesfriadas, flocos de neve e granizo.









10.5- Descrição das Nuvens 
A) UNCINUS
forma especial de cirrus, chamada popularmente de "rabo-de-galo" e cujo nível é caracterizado por ventos fortes associados à corrente de jato

B) CASTELLANUS
Nuvens cumuliformes assentadas numa base comum.

C) MAMATUSProtuberância pendentes, como sacos ou seios, na parte inferior de uma nuvem. São indicativos de forte turbulência.

10.6 - ALTURA PRÁTICA DAS NUVENS

BAIXA: 001 A 060 (100 PÉS A 6.000 PÉS)
MÉDIA: 070 A 190 (7.000 PÉS A 19.000 PÉS)
ALTA: 200 OU + (20.000 PÉS OU +)
 


A) QUANTIDADE

NSC = Sem nuvens Significativas

FEW = Poucas nuvens (1 a 2/8)
SCT = Esparso ou Parcialmente nublado (3 a 4/8)
BKN
Nublado (5 a 7/8)
OVC = Encoberto (8/8)


B) ALTURA

Corresponde á distância vertical que separa a base da nuvem da pista.
A altura é informada em incrementos de 30 metros (centenas de pés)
 

C) TIPO

Somente as nuvens CB e TCU são codificadas em  linguagem clara. O restante é informado de acordo com a quantidade apresentada.

D) TETO

Altura da mais baixa camada de nuvem até 20.000 pés que cubra mais da metade do céu (BKN ou OVC).



EXERCÍCIOS
1) Segundo a altura em que se formam, as nuvens foram divididas no seguinte número de estágios:
a) 2                     

b) 3
c) 4                     

d) 5

2) O halo é um fenômeno meteorológico que se verifica, comumente nas nuvens:
a)nimbostratus            

b)cirrostratus
c)cumulonimbus            

d)stratocumulus

3) Nuvens baixas ocorrem entre:
a) 500 e 1.000 metros        

b) 2.000 e 6.000 metros
c) 6.000 e 18.000 metros        

d) 30 e 2.000 metros
 



Resposta: 1B; 2B; 3D

Mais exercícios no link abaixo:


EXERCÍCIOS METEOROLOGIA PP - Capítulo 10 - NUVENS
http://meteorocg.blogspot.com.br/2014/02/simulado-pppc-capitulo-10-nuvens.html






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PP - CAPÍTULO 9 - HIDROMETEORO e LITOMETEORO


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DEFINIÇÃO
São fenômenos meteorológicos formados com umidade relativa superior a 80%. Podem ser depositados, precipitados ou em suspensão.

9.1.1 - DEPOSITADOS: Devido a radiação terrestre
ORVALHO: condensação


GEADA: sublimação


ESCARCHA: Ocorre associado a nevoeiro depositando camadas de cristais de gelo.


SINCELOS: Colunas pendentes de gelo, formadas pela congelação do orvalho.


9.1.2  - SUSPENSÃO 
NÉVOA ÚMIDA (BR):
  • UMIDADE RELATIVA 80% OU MAIS.
  • VISIBILIDADE: ENTRE 1.000 e 5.000 METROS
  • COR: AZUL-CINZA


9.1.3  - PRECIPITADOS
A) LÍQUIDOS:

CHUVISCO (DZ): GOTAS menores 0,5MM 

CHUVA (RA): GOTAS maiores 0,5MM


B) SÓLIDOS
NEVE (SN): 
PRECIPITAÇÃO EM FORMA DE FLOCOS. TEMPERATURA 0ºC.



GRANIZO (GR): 
PRECIPITAÇÃO EM FORMA PEDRAS. 2 a 5 MM



GRANIZO PEQUENO (GS): menor que 2MM

SARAIVA: DE 5 A 50 MM


C - INTENSIDADE:
  • LEVE: Será codificado sinal (-) menos para indicar intensidade leve.
  • MODERADA: Será codificado sem sinal algum ( ) para indicar intensidade moderada.
  • FORTE: Será codificado sinal (+) mais para indicar intensidade forte.

D – CARÁTER:
  • CONTÍNUO: duração maior que 1 HORA.
  • INTERMITENTE: com pequenas interrupções.
  • PANCADA: intensidade forte e de curta duração.

9.1.4 - INSTRUMENTOS:
Instrumento utilizado para medição e o registro da precipitação é o PLUVIÓGRAFO.
Instrumento utilizado para medição da precipitação é o PLUVIÔMETRO.



EXERCÍCIOS
1) A precipitação ocorre quando:
a) a umidade relativa é elevada
b) nuvens baixas estão presentes
c) a atmosfera está com excesso de núcleos de condensação
d) a nuvem não pode conter o excesso de umidade condensada

2) São tipos de precipitação:
a) chuva, neve, orvalho   
b) neve, chuvisco, granizo
c) saraiva, granizo, geada   
d) chuva, chuvisco, nevoeiro

3) gotas de água depositadas por condensação do vapor de água, esfriadas por radiação noturna:
a) geada           
b) orvalho
c) escarcha       
d) sincelos 

Resposta: 1D; 2B; 3B

9.2 - LITOMETEOROS:

Partículas sólidas em suspensão na atmosfera.
Ocorrem com visibilidades entre 0000 e 5.000 m e umidade relativa menor que 80%.

A) NÉVOA SECA (HZ):
Partículas sólidas em suspensão na atmosfera.
Difunde a cor vermelha,
Visibilidade menor que 5.000 metros e
Umidade menor que 80%.


B) FUMAÇA (FU):
Partículas de combustão incompleta  em suspensão na atmosfera.
Difunde a cor azul,
Visibilidade menor que 5.000 metros e
Umidade menor que 80%.



C) POEIRA (PO):
Partículas sólidas, como argila e a terra em partículas finas levantadas pelo vento.
Difunde a cor amarela,
Visibilidade menor que 5.000 metros e
Umidade menor que 80%.



9.3 – VISIBILIDADES:
Maior distância na qual um objeto pode ser identificado.
Depende do grau de impurezas, portanto, do grau de transparência da atmosfera.

9.3.1 – TIPOS DE VISIBILIDADE VISIBILIDADE HORIZONTAL:
Avaliação de 360º em torno da pista, através da carta de visibilidade do aeródromo. Codifica-se visibilidade predominante.

INCREMENTOS:
Serão informadas visibilidades através dos seguintes incrementos:
- 0 a 800m de 50 em 50m
- 800 a 5.000m de 100 em 100m
- 5.000 a 9.000m de 1.000 em 1.000m
- 10.000 ou + informa-se: 9999

A.1 - VISIBILIDADE PREDOMINANTE:
Será sempre notificada a visibilidade predominante observada. Visibilidade predominante é aquela que, segundo critérios para definição de visibilidade, cobrir, pelo menos, a metade do horizonte, em setores contíguos ou não.

A.2 - VISIBILIDADE MÍNIMA:
Além da visibilidade predominante, será informada a visibilidade mínima quando existir uma visibilidade diferente daquela e for:
    - inferior a 1.500m ou
    - Inferior a 50% da predominante e inferior a 5.000 m.
Será notificada esta visibilidade e sua direção geral em relação ao aeródromo, indicando um dos pontos cardeais e colaterais.

Exemplos:
5.000m de predominante com 1.400m no setor sul.                      
5000 1400S

- IMPORTANTE!!!
Quando for observada visibilidade mínima em mais de uma direção, deverá notificar a direção mais importante para as operações.


A.3 - VIZINHANÇA (VC)
Indica uma situação ocorrida a uma distância entre 8km e 16km do ponto de referência do aeródromo.

A.4) VISIBILIDADE VERTICAL:
Em condições de céu obscurecido, distância máxima na vertical.
EX: VV002

A.5) ALCANCE VISUAL DA PISTA (RVR):
Visibilidade medida por visibilômetro, quando o aeródromo realizar pousos e decolagens por precisão. 
EX: R35/0400

Serão informados pistas:
R - Pista direita
L - Pista esquerda
C - Pista central

Serão informados tendências:
U - Aumento
D - Diminuição
N - Sem variação
EX: R32R/0900U

1) São considerados litometeoros:
a) HZ, FU, PO
b) FU, HZ, SN
c) HZ, BR, PO
d) FG, BR, HZ

2) A coloração avermelhada das montanhas à distância a tarde é causada pela difusão da luz na:
a) névoa úmida
b) poeira
c) chuva  
d)névoa seca 

3) Quanto maior a presença de impurezas na atmosfera:
a) maior a umidade           
b) maior a temperatura do ar
c) menor a temperatura do ar   
d) maior o grau de transparência da atmosfera

Resposta: 1A; 2D; 3B